A Criação das Colônias

Embora tenham encontrado um Rio Grande mais organizado economicamente, os italianos tiveram de enfrentar dificuldades semelhantes às vividas pelos alemães.

Mas, embora ambas as colonizações tenham sido feitas em zonas de mato, as áreas de ocupação italiana eram mais altas e mais acidentadas. Enquanto a colonização alemã atingiu seu ponto máximo em Nova Petrópolis (597 metros de altitude), a italiana se faria em altitudes que variavam entre 600 e 900 metros. Isto porque a colonização alemã seguira os vales dos rios de parte da Depressão Central, interrompendo-se nas encostas inferiores da Serra Geral. A região da Encosta superior estava desocupada, e a colonização italiana começaria ali – entre os vales dos rios Caí e das Antas, limitando-se ao norte com os campos de Cima da Serra, e ao sul com as colônias alemãs do vale dos rios das Antas e Caí.

As primeiras colônias na Encosta Superior foram as de Conde D’Eu (Primeira Colônia) e Dona Isabel (Segunda Colônia) e atualmente Garibaldi e Bento Gonçalves, respectivamente, foram CRIADAS pela presidência da província em 1870, antes que se iniciasse o processo de imigração italiana no estado.

Na realidade os primeiros imigrantes a chegarem na Serra Gaúcha, foi em Caxias do Sul então Campo dos Bugres, colonia esta criada em 1875, mais precisamente na localidade de Nova Milano (hoje Farroupilha) que chegaram em 25 de maio de 1875, as famílias de Stefano Crippa, Luigi Sperafico e Tomazzo Radaelli subiram a serra, abrindo caminho a facão, para fundar Nova Milano, referência à origem dos povoadores, Milão, ao norte da Itália, assim Nova Milano, é considerado o berço das primeiras levas de imigrantes italianos para o Rio Grande do Sul.

É a partir de 1875 que chegam as primeiras levas de italianos para Campo dos Bugres, Conde D’Eu e Dona Isabel. A área dessas colônias encontrava-se limitada pelo rio Caí, os campos de Vacaria e o município de Triunfo, sendo divididas entre si pelo caminho de tropeiros que seguia do local chamado de Maratá em direção ao rio das Antas (Conde d’Eu ficava à esquerda, Dona Isabel à direita). Já a colônia Campo dos Bugres, limitava-se com Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, o rio das Antas e Conde d’Eu e Dona Isabel.

Dois anos depois, em 1877, foi criada uma nova colônia para imigrantes italianos, a de Silveira Martins, em terras de mato próximas de Santa Maria mais conhecida como a quarta colônia que hoje engloba os municípios de de Silveira Martins, Ivorá, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Nova Palma, Pinhal Grande e São João do Polêsine, além de partes dos municípios de Agudo, Itaara, Restinga Seca.

Silveira Martins é conhecida como Berço da Quarta Colônia por receber, em 18 de maio de 1877 na localidade Val de Buia, chegaram as primeiras levas de imigrantes italianos para a região central do estado do RS, dando início ao quarto Núcleo de Imigração Italiana do RS, provenientes do norte da Itália, principalmente da região do Vêneto para “fazer a América”. Os primeiros imigrantes ficaram alojados no Barracão da Val de Buia, onde hoje se encontra o Monumento ao Imigrante, em comemoração ao centenário da imigração em Silveira Martins.

Essas quatro colônias oficiais foram o núcleo básico da colonização italiana que, a partir dali, em uma primeira etapa, transbordaria para regiões próximas, que foram ocupadas por colônias particulares, e mais tarde atingiria o planalto. Foi assim que, em 1884, os colonos começaram a grande MIGRAÇÃO INTERNA no Brasil, atravessaram o rio das Antas e assim foi criada Alfredo Chaves (hoje Veranópolis), São Marcos e Antonio Prado (1885), que na real foi um prolongamento natural da colonia Campo dos Bugre.

Estes novos locais também o governo imperial (pouco depois federal) criou tais colônias.

Povo sem História é um povo sem presente e sem futuro.