Contexto Político

A Itália no início do século XIX(1800) não era a Itália dos nossos dias. O território encontrava-se dividido em 7 Estados comandados por famílias nobres, pelo Papa ou sob controle da Áustria.

A primeira tentativa de unificação foi liderada por um rei do Piemonte-Sardenha chamado Carlos Alberto em 1848 declarando guerra contra a Áustria. Este movimento ficou conhecido pelo nome de Jovem Itália e foi acompanhado de uma outra expressão, mais de cunho cultural que era “Rissorgimento”.

A partir de 1852 sob a liderança de um ministro piemontes o Conde Camilo de Cavour, com a ajuda de lideranças regionais como Mazzini e Garibaldi, a unificação foi acontecendo em etapas:
– Primeiro a conquista da Lombardia em 1859,
– segundo com a anexação em 1860 dos estados de Modena, Parma, Toscana e da Romagna (que pertencia ao Papa) e – também das 2 Sicílias que haviam sido conquistadas por Garibaldi.
O Rei do Piemonte, Vítor Emanuel II declarou-se rei da Itália com capital em Florença.
A última etapa da unificação se dá com a conquista de Veneza do domínio austríaco e da conquista dos estados pertencentes ao Papa (Estados Pontifícios) em 1871. Vitório Emanuel II toma Roma. O Papa Pio IX passa a considerar-se um prisioneiro de Roma que torna-se finalmente capital da Itália. O Papa teima em não reconhecer o estado italiano. Com este episódio considera-se o final do período do “Rissorgimento”.

Para consolidação do Estado Italiano, os moderados assumiram posturas mais conservadoras, abandonaram as idéias republicanas e formaram uma monarquia centralizada.

Povo sem História é um povo sem presente e sem futuro.