Familia Dal Castel

TALIAN - O Dialeto que virou (foi reconhecido como) LÍNGUA!
(TALIAN - El Dialeto che gà diventà( ricognossesto come) Lèngoa!)

Povo sem História é um povo sem presente e sem futuro!
(Popolo senza storia zè un popolo
senza presente e senza futuro!)

O Talian, hoje, no Brasil, deixou de ser dialeto e passou a ser Língua de Referência Cultural Brasileira, conforme certificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, e do Ministério da Cultura, MinC, em 10 de novembro de 2014. A certificação resultou de um grande movimento, feito especialmente por lideranças do Rio Grande do Sul, que beneficiou a todo o Brasil, onde o Talian figura como a segunda língua mais falada no território brasileiro.

El Talian ancoi, ntel Brasil, nol ze pi un dialeto e si na Lèngua de Riferensa Cultural Brasiliana, conforme la ertificassion consedesta del Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN,  e del Ministério da Cultura, MinC, in 10 de novembre del 2014. La certificassion la ze vegnesta de un grando laoro, fato spessialmente par un grupo de vanguàrdia del Talian ntel Rio Grande del Sul, che ga benefissià tuto el Brasil, ndove gavemo el Talian come la seconda lèngua pi parlada ntel teritòrio brasilian.

SOBRE a história do TALIAN, vou transcrever uma entrevista feita com JUVENAL DAL CASTEL, presidente da ASSODITA-Associação dos Difusores do TALIAN, na Radio Radise-Ana Rech.
Ms: Moacir S Dal Castel
Vb: Valter Buffon-Radio Radise
Jdc: Juvenal Dal Castel.

Sul a storia del TALIAN, vado transcriver una intrevista fata co JUVENAL DAL CASTEL, presidente dela ASSODITA-Associação dos Difusores do TALIAN, ntela Radio Radise-Ana Rech.
Ms: Moacir S Dal Castel
Vb: Valter Buffon-Radio Radise
Jdc: Juvenal Dal Castel

 

Ms:
– JUVENAL, fale algo sobre a história do TALIAN.
Por que TALIAN? Por que não VÊNETO BRASILEIRO? Ou também, somente VÊNETO?

Jdc:
Bom dia Moacir Dal Castel, e Valter Buffon, desejo saudar aos adiouvintes da Radio Radise e cumprimentar o vosso importante trabalho de salvaguarda do TALIAN e da cultura regional. Agradeço a pergunta e hoje eu gostaria de esclarecer uma polemica, que volta e meia ela vem fora, como se existisse uma rixa, entre o TALIAN e o VÊNETO, por um motivo sem importância, que invés de perder tempo com isso, se deveria trabalhar pela manutenção do falar de nossos antepassados, ou seja chamar de TALIAN, de VÊNETO ou de outro nome como prefeririam os seus legítimos detentores.
No final dos anos 1980, um grupo de pioneiros intelectuais, começaram reunir-se para fazer a salvaguarda da língua dos nossos antepassados: Luzzatto, Rovilio, Tonial, Lazzarotto, Posenato, Massolin e outros tantos. Era preciso batizar a língua para apresentar, com um nome, ao Governo Brasileiro para que ela fosse reconhecida. Tinha dois nomes: TALIAN ou VÊNETO BRASILEIRO.
Quase a maioria absoluta dos italianos que vieram ao Brasil e diziam: Nós falamos o TALIAN. Na transcrição das entrevistas do Professor Giovanni Meo Zilio, da Universidade Ca’ Foscari, de Veneza, 1996, aqui no Brasil, os italianos lhe respondiam: Eu falo TALIAN, meu nono falava TALIAN. Esses pioneiros da salvaguarda não estavam convictos de escolher entre a história italiana ou a história brasileira, entre o rigor acadêmico que sempre desprezou como um dialeto ou se eles aceitavam a sabedoria popular que brotava do coração e da voz do povo. 
Julio Posenato pediu a Luzzatto: Tu falas TALIAN, ele lhe disse. Luzzatto, então foi resolver o desafio com uma Senhora idosa, que o estava esperando para uma
reunião em Farroupilha, perguntando-lhe se ela entenderia se ele falasse em VÊNETO e ela lhe disse: “Não, meu caro, perdoa-me, fala-me somente em TALIAN,
que assim eu te compreendo” e a dúvida terminou ali, TALIAN, uma palavra somente, uma palavra simples.

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Ms:
– Juvenal, parle qualcosa su la storia del TALIAN.
parché talian, parché nò véneto brasilian a anca solche véneto?

Jdc:
– Bon di, Moacyr Dal Castel e Valter Buofon, vui saludar i radioscoltadori dela Ràdio Radise e stimar el vostro importante laoro de salvaguàrdia del talian e dela cultura regional.
Ringràssio ala domanda e ancoi me piasaria s-ciarir una polémica che tira e smìsia la seita capitar fora come se esistisse una barufa fra el talian e el véneto pa’n motivo sensa importansa parchcé invesse de perder tempo con questo se dovaria laorar par mantegner el parlar dei nostri antenati, sìpie ciamà de talian, de véneto o de altro nome come i preferisse i so legìtimi detenedori.
Ala fin dei ani de 1980 um grupo de pionieri inteletoai i ga scominsià riunirse par far la salvaguàrdia dela léngoa dei nostri imigranti: Luzzatto, Rovìlio, Tonial, Lazzarotto, Posenato, Massolin e tanti altri. L’era bisogno batesar la léngoa par presentarla co’n nome al governo brasilian par esser ricognossesta. Gh’era due nomi in tola, Talian o Véneto brasilian.]
Squasi la assoluta maioransa de i taliani vegnesti al Brasil i diseva: Noantri parlemo in talian.  Ntele trascrission dele intreviste del Professor Giovani Meo Zìlio dela Università de Ca’Foscari de Veneza al 1996, qua ntel Brasil i taliani i ghe respondeva: Mi parlo Talian, me nono el parlava talian. Questi pionieri dela salvaguàrdia no i zera sicuri de sielder fra la stòria italiana o la stòria brasiliana, fra el rigor académico che’l ga sempre dispressià come un dialeto o se i acetea la sapiensa popolar che la scopiava del cuor e dela ose del pòvolo.
Julio Posenato el ghe ga dimandà a Luzzatto, ti te parli talian, ele lhe disse. Luzzato, alora el ze ndà resolver la sfida com una vecieta che a zera drio spetar una reunion a Farroupilha dimandàndoghe se la capiria se lu el ghe parlesse in véneto e ela la ghe ga dita: “Nò caro, scùseme, pàrleme pura in talian che alora mi te capisso” e el dùbio el se ga finì lì, Talian, una parola sol, una parola sémpia.

 

Ms:
– Isso, Juvenal bela busca dos nossos esteios do TALIAN.
Valter, acho que você 
também, tem alguma pergunta ao Juvenal.

Vb – Se poderia dizer então, que o senso comum comandou a escolha para chamar a nossa língua de TALIAN?

Jdc:
– Não sei se é esse o conceito adequado, mas façamos uma comparação: Quando um da Linha Sétima de Guaporé, vai a Porto Alegre, não diz que ele é da Linha
Sétima, ele diz que ele é de Guaporé e quando vai a São Paulo, não diz que é guaporense, ele diz que é gaúcho. E quando ele vai a Itália não diz que é do
Rio Grande, ele diz que é brasileiro. Assim os nossos imigrantes, eles fizeram o mesmo, ao invés de dizerem que eles eram vênetos, friulanos, tiroleses,
piemonteses, lombardos, toscanos ou da Emilia Romagna, eles sintetizavam, diziam logo: nós viemos da Itália. Somos italianos e pronto. O que falamos? Veneto,
friulano, bergamasco, cremonês, piemontês, trentino, vicentino, venesiano? Não, era mais simples dizer, nós falamos o TALIAN. Este é um fato e um fenômeno
histórico que não se pode esquecer e que merece respeito.

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Ms:
– SI, si Juvenal, bela ricerca dei nostri sataroni del TALIAN. 
Valter, me penso che anca ti, te ghinè qualche domande a Juvenal

Vb:
– Se podaria dir, alora che el senso comum el ga comandà la sielta par ciamar la nostra léngoa de Talian?

Jdc:
– No sò se el ze questo el conceto adequà ma, femo un paragon: quando un dela Lìnia Sètima de Guaporé el vá a Porto Alegre nol dise che el ze dela Línia Sètima, el dise che el ze de Guaporé e co el va a San Paulo, nol dise che le ze guaporense, el disse che el ze gausso. E quando el va ala Itàlia nol dise che el ze del Rio Grande, el dise che’l ze brasilian. Cossì i nostri migranti i ga fato stesso, invesse de dir che i zera véneti, friulani, tirolesi, piemontesi, lombardi, toscani o dela Emìlia Romagna i ga fato la sìntese. I diseva suito, semo vegnesti dela Itàlia, semo taliani e punto. Cossa parlemo? Véneto, friulan, bergamasco, cremonese, piemontese, trentin, vissentin, venessian? Nò, l’era pi sémplisse dir, noantri parlemo in Talian. Questo ze un fato e un fenómeno stòrico che no se pol smentir e che se mèrita rispeto.

Ms:
– Verdade, é sempre assim, quando vamos fora dos pés de nossa família é que sentimos as nossas raízes.
Então explique-me: A diferença mais importante, se é que tem, entre o
TALIAN e o
VÊNETO?

Jdc:
– O que é o VÊNETO, uma língua que ao tempo da imigração era falada no Vêneto, por Beluneses, Padovanos, Vicentinos, Roviganos, Trevisanos e também Veroneses. Mas, fora do Vêneto, mesmo, tivemos muita gente que veio ao Brasil. Do Tirol temos os trentinos, da Lombardia vieram os bergarmascos, cremoneses,
mantovanos, milaneses e brescianos. Da Emilia Romagna, temos os ferrareses e outros. De Friuli-Venezia-Giulia, os friulanos. Havia também os piemonteses e
também os toscanos.
Todos se misturaram ainda no NAVIO no mar, com línguas tão
diferentes que quase não dava para se entender. Se na Itália não conseguiam
falar entre eles porque eles moravam distantes uns dos outros, mais de cem, duzentos quilômetros e acabaram sendo vizinhos dentro do navio em alto mar e
eles se obrigaram a entender-se. Eles começaram a “roubar” palavras, um dos outros para equalizar as suas diferenças, porque nas semelhanças eles já eram
bons amigos.
AQUI começa a história do TALIAN que ela deve ser respeitada. Uma
bela friulana, de olhos azuis e um belo moço Trentino, se apaixonaram ainda
sobre a NAVE, eles se casaram e constituíram família. Em terra firme, eles fizeram uma mistura com a presença de palavras “roubadas” dos brasileiros, e a
história se completou falando em TALIAN. Uma história feita por gente simples, mas poderosa porque eles começaram com nada.
Então o TALIAN é VÊNETO sim, mas
incluindo uma maior diversidade que cientificamente chamamos de coiné.
O TALIAN
acolheu todos as falas de nossos italianos. Essa inclusão é a diferença que faz a verdadeira fraternidade linguística.

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Ms:
– Vero, vero, sempre cosi, quando se va fora dei pie dea nostra fameia, che sentimo le nostre radize.
Alora, Spiégheme: la difarensa pi importante, se la ghe ze,fra el
talian e el véneto.

Jdc:
– Cossa zelo el véneto, una léngoa che, al tempo dela imigrassion la zera parlada ntel Véneto par Belunesi, Padovani, Vissentini, Rovigani, Trevisani, Venesiani e Veronesi. Ma, fora del Véneto, stesso, gavemo tanta gente che a ze vegnesta al Brasil. Del Tirol gavemo trentini Dela Lombardia ghera i bergamaschi, cremonesi, mantovani, milanesi e bresciani. Dela Emìlia Romagna ghe zera i Feraresi e Bolognesi e altri, De Friuli Venèssia Giulia, i friulani. Ghe zera ancora piemontesi e anca toscani.
Tuti i se ga mescoladi ancora sula nave ntel mar con léngoe tanto diferente che squasi no dava par capirse. Se ntela Itàlia no i ghe riussiva parlar fra de lori parché i zera de star pi de cento dosento chilòmetri distante un del altro, i ze deventadi visigni dentro ntel bastimento sul mar e i se ga costreti a capirse. I ga scominsià ciavarse parole un co’l altro par gualivar le so diferense, parché ntele someianse i zera bel amici.
Qua scomìnsia la stòria del Talian che la deve esser rispetada. La bela friulana dei òcii azui e un bel tosato trentin, impassionadi ancora sul bastimento, i se ga maridadi e fato fameia ntel Brasil in tera firme, i ga fato un consier co na preseta de parole ciavade del brisilian, e la stòria la se ga compia parlando in talian.  Una stòria fata par gente sépia ma poderosa parché lori i ga scominsià co gnente.
Alora, el talian l’è véneto, si, ma co na s-cianta de diversità in depì che sientificamente se ghe ciama de coiné.
El talian el ga fato la acoliensa de tuti i parlari dei nostri antenati. Questa acoliensa la ze la difarensa che fa la vera fradelansa lengoìstica.

Vb:
– Juvenal, eu tenho ouvido que alguns dizer que seria mais apropriado ter sido chamado de vêneto ao invés de TALIAN, o que dizes a esses.

Jdc:
– Eu também escutei gente, da linguística, vênetos e também brasileiros dizerem que o nome TALIAN, seria um sacrilégio linguístico porque o correto seria dizer  Vêneto Brasileiro.
Se, nos entendemos bem no falar e também no escrever, ótimo,
eu digo, então continuemos a falar e a escrever à nossa maneira, sinal que ela
é correta. Sacrilégio é deixar morrer a língua seja na Itália ou no Brasil.
O
desafio mais importante, não é discutir sobre se um nome ele é mais correto que o outro, se a grafia do vêneto é mais adequada que a grafia do TALIAN. O Professor Altenhofen, um linguista da UFRGS, ele disse, que “a essência de uma língua é a sua comunicabilidade.”
Para nós, o mais importante é o de
salvaguardar o patrimônio linguístico. Então estejamos atentos para manter … vivo e desenvolver seja o TALIAN, seja o Vêneto, seja falado na Itália, seja falado no Brasil ou em qualquer parte do mundo.
O TALIAN, primeira língua de
imigração a ser reconhecida pelo IPHAN abriu a estrada para o reconhecimento de toda a diversidade linguística do Brasil, inclusive o Vêneto.

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Vb:
– Juvenal, mi go sentisto quei che i disse chez e pi apropià verghe ciamà de véneto invesse de talian, cossa ghe dìsito a questi?

Jdc:
– Go sentisto anca mi gente dela lengoìstica, véneti e anca brasiliani dir che el nome Talian el saria un sacrilègio lengoìstico parché el giusto ze dir véneto brasilian.
Se se capimo polito ntel parlar e anca ntel scriver, meio, mi digo, lora seitemo parlar e scriver ala nostra maniera, segnal che l’è giusta. Sacrilègio ze dassar morir la léngoa sipia in Itàlia o ntel Brasil.
La sfida pi importante, no ze barufar sora se’n nome el ze pi giusto che ‘l altro, se la grafia del véneto la va pi ciusa che la grafia del talian. El Professor Altenhofen, un linguista dela Ufrgs, el ga dita che, “la essensa de na léngoa ze la so comunicabilità”.
Par noantri, el p’importante l’è salvaguardiar el patrimônio lengoìstico. Alora, guastemo tempo par mantegner vivo e svilupar sìpia el talian o sìpia el véneto, sìpie parladi ntela Itàlia, ntel Brasil o in qualùnque parte del mondo.
El talian, prima léngoa de imigrassion a esser recognossesta pa’l IPHAN el ga verto la strada par el ricognossimento de tuta la diversità lengoìstica del Brasil, incluso el véneto.

 

Ms:
– Para discutir um pouco: vejamos outra discussão, esta interna, porém ela sempre aparece, é a grafia e a gramática do TALIAN, o que você diz.

Jdc:
– Nós temos uma convenção gráfica e gramatical, não para desprezar as diferenças, mas porque é preciso uma espinha dorsal que suporte e abra as portas para a convivência das diferenças, porque juntos nos mantemos vivos e seremos mais fortes. Essa convenção não é sem fundamento, no entanto, temos uma
centena de anos que o TALIAN está sendo escrito e temos uma centena de livros, contos, poesias e canções, não podemos desperdiçar todo esse trabalho. A grafia e a gramatica não é uma pedra imóvel, estamos atrás de fazer alguma atualização e desenvolvimento que logo será disponibilizado a aqueles que querem ensinar ou aprender o TALIAN.

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Ms:
– Per barufar un puo: vedemo nantra barufeta, questa interna, magari che sempre la sponta, ze la grafia e la gramàtica del talian, cosa te disi.

Jdc:
– Gavemo una convension gràfica e gramatical, nò par smarir le diferense, ma parché è bisogno un filon de schena che soporte e verza le porte ala convivensa dele diferense, parché insieme se tegnemo su in pié e se femo pi forti. Questa convension no la ze sensa fondamento, altroché, gavemo na centinaia de ani che’l talian el ze drio esser scrito e gavemo na centinaia de libri, raconti, poesie e cansion, no podemo strussiar tuto questo laoro. La grafia e la gramàtica no le ze una piera che no se move, semo adrio de far qualche atoalisassion e svilupamento che presto sarà disponibilisà a quei che vol insegnar o imparar el talian.

 

Ms:
– Juvenal, te agradecemos as tuas explicações e a tua disponibilidade para esse momento e para finalizar, uma mensagem aos ouvintes e difusores da nossa cultura.

Jdc:
Não adianta nada exibir-se e dizer eu falo veneto e não faço nada para fazer sua salvaguarda, porque estaria dizendo uma palavra morta. De nada adianta eu ter orgulho de ter tido o reconhecimento do TALIAN como Língua de Referência Cultural Brasileira, se eu não passo adiante para às futuras gerações, porque
logo me condenarão por ter deixado de herança um amontoado de ruínas de uma língua enferrujada.
Se tu dizes que és TALIAN e falas TALIAN, tu tens toda razão
e precisas estimar-te por isso, e se tu dizes que tu és  vêneto e tu falas o vêneto, orgulha-te muito também tu, mas te recomendo, não te apartes, permanece aqui junto conosco que nos entendemos perfeitamente e podemos nos querer bem.

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Ms:
– Juvenal, te ringrassiemo le tue Spiégazione e la tua disponibilità par questo momento e par finirla, un messàgio ai scoltadori e lavoradori dela nostra cultura.

Jdc:
– No giova gnente gaver pròsia de dir mi parlo véneto e no fasso gente par rincurarlo, parché sarò drio dir na parola morta. No giova stimarme de gaver ciapà el ricognossimento del talian come léngoa de riferensa cultural brasiliana se mi no ghe lo passo avanti ale future generassion parché suito le me condanarà par gaverghe passà in dita na sbranca de roine de na léngoa inrusinada.
Se te disi che te sì talian e te parli talian, te ghè tuta la reson e bisogna sprosiarte e se te disi che te sì véneto e te parli véneto, stìmete tanto anca ti, ma te racomando, no stá mia scampar via, stà qua insieme noantri che se capimo polito e podemo volerse ben.

Vb:
– Juvenal, te agradeço, mais uma vez compartilhar conosco e com os nossos ouvintes aqui da Radio Radise e o grande conhecimento que tens do TALIAN.
Tu és um esteio do nosso TALIAN e a Radio Radise está sempre a disposição. Obrigado,
Um Abraço.

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Vb:
– Juvenal, te ringrassiemo, nantra olta per condividere co noi e co nostri scoltatori qua, dela Radio Radise e il suo grande conoscimento che tien del TALIAN.
Te sei il sataron del nostro TALIAN e la Radise sarà sempre a vostra disponibilità. Gràssie. Un Strucon.